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Na quarta-feira 17 de Julho irá celebrar-se o julgamento pela readmissão de Carlos Naranjo, trabalhador da linha de montagem da fábrica da Ford Almussafes (Valência), vítima de um despedimento fraudulento e anti-sindical.

 

A 27 de Junho do ano passado foi despedido de de forma fulminante. Há duas semanas que se tinha reintegrado depois de uma baixa médica de sete meses e, precisamente quando está em pleno rendimento produtivo, a direcção da Ford abriu-lhe um processo disciplinar e despediu-o rapidamente, utilizando argumentos falsos. Entre eles a “diminuição no rendimento e a falta de integração nos processos de produção” dos quais, segundo a empresa, “já havia sido informado por parte dos seus superiores”. Muito pelo contrário, Carlos sempre contou com uma valorização muito positiva das suas chefias imediatas, prova disso é que a empresa o passou a efectivo mesmo durante a baixa médica.

Nos dias anteriores ao despedimento, Carlos falou com os delegados do Sindicato de Trabajadores del Metal (STM) para denunciar que a carga de trabalho era insuportável, a pressão na sua equipa era extrema e acompanhar o ritmo de trabalho supunha estar no limite a todo o momento, colocando em risco a saúde de todos. Após as conversas com os representantes dos trabalhadores, que tiveram lugar na linha de montagem durante as jornadas de 19 a 21 de Junho, e ao identificar-se como militante e futuro quadro sindical, a reacção da empresa não se fez esperar. Na sexta-feira, 22 de Junho, abrem um processo sancionatório fraudulento que acabaria em despedimento.

Não se persegue apenas um trabalhador pela sua acção sindical. O objectivo deste despedimento é evidente: enviar um aviso a toda a fábrica e amedrontá-la, deixando claro que ter um contrato sem termo garante muito pouco. Este despedimento exemplar, como outros tantos, faz ainda mais sentido se observarmos o que está a ocorrer nestes últimos meses na empresa.

Basta de represálias por exercer os nossos direitos!

Está em marcha uma grande reconversão industrial em todo o sector automóvel, que também chegou à Ford-Almussafes. Nos últimos três anos foram executados vários expedientes de regularização de emprego temporário (ERTEs) – com uma perda de 20% nos salários – e já há outro em vias de execução, que afetará toda a planta. Desta forma a empresa está a flexibilizar a produção a bel-prazer, atacando os direitos dos trabalhadores e preparando o terreno para uma onda de despedimentos. E isto acontece enquanto a Ford tem lucros record há cinco anos e os ritmos de trabalho continuam ao máximo – incluindo com os ERTE –, assim como com as horas extra.

A empresa pretende manter e aumentar os seus lucros à custa de uma maior exploração dos trabalhadores. É evidente para todos que necessita de uma fábrica submissa e amedrontada, para atacar sem que haja resposta.

A empresa actuou contra os direitos fundamentais dos trabalhadores com este despedimento injusto e anti-sindical. Não é nenhuma casualidade. Carlos colabora com o STM há vários anos e filiou-se para defender os direitos dos trabalhadores com um sindicalismo combativo. Participou activamente no IV Congresso do STM, apresentando uma resolução contra a precariedade laboral e por pensões dignas. Carlos tem uma reconhecida trajectória como lutador, pelo seu papel à frente do Sindicat d’Estudiants do País Valencià e defesa da educação pública e pelo seu apoio a movimentos sociais ou plataformas de luta. Por estes motivos, o STM propôs-lhe ser candidato a delegado nas eleições sindicais que se celebraram no passado mês de Fevereiro. Este facto acrescenta ainda mais gravidade ao seu despedimento.

Está claro que a Ford não quer trabalhadores combativos e que exerçam os seus direitos. Este não é um caso isolado, existe um grande número demitidos, despedidos injustamente, vetados em promoções, etc. Se o permitirmos, as nossas condições continuarão a piorar cada vez mais rápido.

17 de Julho: Vem à concentração nos julgamentos

A secção sindical do STM-Ford e o Comité pela Readmissão de Carlos Naranjo continurão a lutar pela sua readmissão. A campanha de solidariedade que realizamos faz agora um ano teve um forte impacto e conseguiu o apoio de numerosos colectivos, sindicatos e trabalhadores da Ford e de outras empresas e sectores. Agora, com a celebração do julgamento do próxima dia 17 de Julho é o momento de redobrar a solidariedade e a mobillização. Somos conscientes de que a única forma de conseguir a nulidade do despedimento é baseando-nos no apoio e na mobilização de toda a fábrica.

Por isso, do STM-Ford e do Comité pela Readmissão de Carlos fazemos um chamamento a toda a fábrica da Ford e às plantas subcontratadas a lutar pela readmissão de Carlos Naranjo na Ford e contra a repressão, os despedimentos e as sanções injustas contra qualquer trabalhador, da planta principal ou das auxiliares, que exerça os seus direitos.

Fazemos também um chamamento à solidariedade internacional para que se enviem as resoluções exigindo o anulamento do despedimento para o “juzgado de lo social nº 5 de Valencia”, para o fax: +34 96 192 93 97 e email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Se atacam um, respondemos todos!

Sindicato de Estudantes

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