Não à unidade nacional! Apenas a classe trabalhadora pode travar a pandemia!

“Proteger a economia! E se isso significa que morrem uns quantos pensionistas, é pena.” - Dominic Cummings

No dia 3 de Maio, o Reino Unido atingiu o sombrio marco de 28.000 mortos por COVID-19. O número real é bem mais alto, com o Financial Times a estimar um número superior a 40.000 mortes. Já os relatórios que confirmam 187.000 infectados estão muito abaixo do número real, devido à demora prolongada na realização de testes em massa. Com a morte de pelo menos 180 trabalhadores do sector da saúde, e o número de trabalhadores que morrem na linha da frente a aumentar diariamente, os ricos continuam a ser prioritários — como o Príncipe Charles e Boris Johnson — mas não os trabalhadores do NHS (National Health Service) e de sectores-chave, que estão em maior risco e que nos têm mantido vivos no decorrer desta crise.

Antes da pandemia, o Reino Unido já estava em crise, com grandes rupturas na burguesia que foram expostas pelo referendo do Brexit e a crise de 2008.

O tumulto social provocado pela pandemia e as medidas sociais e económicas necessárias para lidar com a mesma iriam sempre prejudicar a economia capitalista. Mas numa economia em que o crescimento tem sido mínimo, e na qual a criação de trabalhos tem sido baseada em trabalhos precários, esta crise tem tido um impacto devastador na classe trabalhadora, com centenas de milhares em lay-off ou confrontados com a perda de rendimentos por vários meses.

O NHS, que já sofreu cortes até ao tutano, tem sido obrigado a lutar contra uma grande onda de pacientes infectados pelo COVID-19 e com uma drástica redução da força de trabalho, consequência dos contágios. Foi estimado que cerca de 20% da força de trabalho estará incapacitada a qualquer momento devido a infecção ou a risco de infecção dos próprios ou dos seus familiares, mas alguns hospitais já ultrapassaram esta percentagem. A falta de recursos, incluindo Equipamentos de Protecção Individual (EPI) e de testes, já se faziam sentir antes do início da principal fase da pandemia, que já levou a centenas, senão a milhares, de mortes evitáveis. Enfermeiros dos Cuidados Intensivos já pedem publicamente, nas redes sociais, máscaras e viseiras, e muitos dos trabalhadores do NHS e dos cuidados sociais que estão na linha da frente estão a trabalhar sem EPI, ou seja, a serem efectivamente tratados como carne para canhão.

A classe dominante, como de costume, está a proteger primeiro e principalmente os seus. A realeza tem tratamento privilegiado e preferencial. Enquanto isso, trabalhadores da mesma idade (o Príncipe Charles tem 71 anos) são informados pelo governo de que não serão testados nem terão acesso a ventiladores. O caso infame de Boris Johnson, infectado pelo coronavírus e que teve de passar quatro noites nos Cuidados Intensivos, é mais um exemplo — quase ninguém, a não ser o Primeiro Ministro, terá a assistência personalizada 24 sobre 24 horas que o próprio relatou, uma vez que o pessoal hospitalar têm atendido o dobro, o triplo ou o quíntuplo do número de pacientes que é capaz de atender em segurança.

Após meses de atraso na acção contra a pandemia, a primeira medida anunciada pelo governo foi para a protecção dos negócios: um pacote de 350 mil milhões de libras foi rapidamente preparado e oferecido às empresas para salvaguardar os seus tão preciosos lucros.

A estratégia da classe dominante: proteger os lucros a todo o custo

Não é verdade, ao contrário do que foi alegado por meios de comunicação liberais e alguns activistas honestos de classe trabalhadora, que o governo Tory não elaborou uma estratégia para lidar com a pandemia. A sua estratégia foi, e continua a ser, manter as empresas a lucrar a todo o custo, e evitar quaisquer perdas de lucro, e tudo isto às custas das vidas e da saúde dos trabalhadores. A sua estratégia de “imunidade colectiva” — que é baseada em lixo pseudo-científico, foi duramente criticada pelo director do The Lancet1 e provocou o adoecimento do próprio Primeiro Ministro — era uma tentativa de manter a economia em funcionamento enquanto se deixava a classe trabalhadora e grupos de risco pagar a conta: adoecer e morrer. De facto, o Sunday Times (que não é de maneira nenhuma um amigo da classe trabalhadora) publicou as alegações de que, numa reunião governamental, Dominic Cummings — conselheiro especial de Boris Johnson e largamente reconhecido como a eminência parda do executivo, expressou uma posição que se resume da seguinte maneira: “Imunidade colectiva. Proteger a economia! E se isso significar que morrem uns quantos pensionistas, é pena.”

A pressão social e a tentativa de contornar a revolta

O que na realidade alterou a estratégia do governo não foi a mudança da “opinião científica” ou da situação. A classe dominante estava bem ciente da progressão do vírus noutros países e não foi por compaixão que mudou de estratégia, mas sim para evitar uma revolta, e por estar sob pressão da acção da classe trabalhadora. Com efeito, mesmo antes do surgimento da pandemia, já víamos um aumento de greves e acção colectiva em vários sectores da classe trabalhadora e sectores proletarizados: greves dos enfermeiros na Irlanda do Norte, greves dos trabalhadores das Universidade em todo o Reino Unido, dos trabalhadores de transportes em Londres e toda a Inglaterra, e várias greves locais, como a de trabalhadores de recolha de resíduos em Birmingham, além de uma greve muito noticiada dos trabalhadores dos correios que foi travada pelos tribunais.

Mesmo com o discurso da “unidade nacional” a ser espalhado pela classe capitalista mundial, estas acções continuam e forçam concessões do governo. Os trabalhadores do Hospital de Lewisham — o primeiro hospital de Londres a ser afectado pela crise do coronavírus — organizaram uma greve vitoriosa contra a falta de segurança higiénica, o não-pagamento do subsídio de doença, a terceirização e a privatização dos seus postos de trabalho. Os trabalhadores da recolha de resíduos em Bexley — que estiveram envolvidos numa longa disputa com o patronato — também ganharam depois de ameaçarem greve. Com um grande número de trabalhadores na linha da frente, como os da recolha de resíduos e trabalhadores do hospital, a ameaçar fazer greve para ganhar EPI e pagamento de salários, o governo, as autoridades locais e até algumas empresas privadas fizeram várias promessas apenas para travar uma revolta num período de grande fragilidade para a classe dominante.

Mas um sinal ainda mais revelador de como a estratégia do governo sucumbiu à pressão da classe trabalhadora foi o encerramento das escolas e de grandes eventos. Desde o início de Março que pais preocupados mantinham os filhos fora da escola e muitas escolas foram obrigadas a encerrar mais cedo por falta de professores e funcionários. Apenas depois de os governos descentralizados de Gales e Escócia anunciarem o encerramento das escolas — sem informar primeiro os trabalhadores e as direcções das escolas — é que o governo do Reino Unido foi forçado a anunciar também o fecho das escolas, e isto meros dois dias depois de dizer que essa medida seria prematura. Simultaneamente, jogos de futebol e rugby foram cancelados com menos de 24h de aviso.

Isto não significa que os governos descentralizados de Gales e da Escócia estavam a ser mais proactivos e progressistas que o governo do Reino Unido — mas devido a uma série de características no seu desenvolvimento histórico e de classe, mesmo sendo controlados pelos interesses da burguesia, estes governos estão mais vulneráveis à pressão da classe trabalhadora.

Pacote de resgate: para os trabalhadores ou para as empresas?

Assim que o governo se apercebeu que a sua “estratégia de imunidade colectiva” seria impraticável e que resultaria em revolta, anunciou um pacote de resgate gigantesco para as empresas: 350 mil milhões de libras para salvar as empresas. Alguns dias depois, dando tempo precioso às empresas para anunciar os lay-offs, o governo ofereceu ainda mais benefícios à burguesia disfarçados de migalhas para os trabalhadores: oferecendo-se para pagar os salários dos trabalhadores que as empresas colocaram em standby, com um corte salarial de 20% para os trabalhadores — isto para que as empresas possam tanto acumular lucros como abrir caminho para cortes salariais na crise económica que se prevê. Só a 27 de Março, depois de uma pressão imensa, é que o governo disponibilizou um pacote de resgate para trabalhadores independentes — o que inclui trabalhadores da gig economy — ainda que bem abaixo daquilo que é necessário.

Da mesma forma, Boris Johnson suspendeu o pagamento de hipotecas para os proprietários, mas recuou na proibição de despejos e recusou-se a congelar as rendas.

Entretanto, trabalhadores da construção civil, trabalhadores não-essenciais de armazéns de retalho como a ASOS, Amazon, empresas de telecomunicações, etc., continuam a trabalhar sem EPI ou distanciamento social. Tal como outros governos, os Tories estão relutantes em encerrar a multimilionária indústria da construção civil, assim como as grandes multinacionais.

Mesmo sendo insuficientes, estas medidas só foram concedidas devido à pressão da classe trabalhadora.

É revelador que mesmo algumas das mais exploradoras empresas do Reino Unido — incluindo a Sports Direct e Wetherspoons, que se recusaram a seguir as medidas de saúde pública e encerrar os seus negócios, afirmando que roupa desportiva e bares são essenciais — foram forçados a assentir às reivindicações dos trabalhadores, encerrando todas as lojas, e concordaram em manter os trabalhadores em casa com 80% do seu salário (pago pelo Estado). Alguns dos patrões mais espertos anteciparam-se e fecharam os locais de trabalho, puseram trabalhadores em standby e ofereceram brindes a trabalhadores da linha de frente e trabalhadores essenciais, não por bondade, mas para tentar construir uma boa imagem a tempo das convulsões que se aproximam.

No entanto, a crise catastrófica do capitalismo, atacando a economia do Reino Unido num momento particularmente frágil, já forçou patrões a avançar com uma campanha, orquestrada pelo governo e nos meios de comunicação para a reabertura de empresas não-essenciais o mais rápido possível, apesar dos riscos que isto acarreta para a saúde dos trabalhadores. O The Guardian relata que 10 ministros estão a exigir que as medidas de quarentena sejam atenuadas, e simultaneamente, os patrões e representantes do governo, incluindo a comissária para as crianças em Inglaterra (Children's Commissioner for England) insistem na reabertura das escolas antes que seja seguro fazê-lo.

A crise da direcção do Labour e o mito do novo Churchill

Num período de crise passado, Trotsky sublinhou que “a situação política mundial, como um todo, é principalmente caracterizada pela crise histórica da direcção do proletariado”. Isto aplica-se a esta crise. Como em muitos outros países, as burocracias dos sindicatos britânicos e os dirigentes da classe trabalhadora — com algumas honoráveis excepções — engoliram e regurgitam o discurso da “unidade nacional”. Keir Starmer, o novo líder de centro-direita do Labour Party, tal como os dirigentes do Trade Union Congress (TUC) mantiveram-se obedientemente atrás dos patrões, com Frances O’Grady, líder da TUC a publicar um tweet afirmando que Rishi Sunak — Ministro das Finanças demonstrou “grande capacidade de liderança”. Starmer, líder do Labour Party, tem seguido a mesma linha, elogiando o governo no parlamento. Entre algumas decisões correctas, resultantes da pressão dos militantes de base, o TUC também incentivou “à construção de uma organização integrada por sindicatos e patrões para ajudar na coordenação do esforço nacional”, um claro abandono da luta de classes, a um passo de fazer um juramento de “paz social” num período em que apenas a luta de classes e a solidariedade de classe nos podem salvar.

Este apelo foi infelizmente apoiado pela chamada esquerda do Labour, incluindo o deputado John McDonnell. No entanto, o explosivo relatório sobre a dimensão da sabotagem do aparato do Labour Party — que inclui o “Sir” Starmer — durante as legislativas, só vem comprovar que a burocracia do Labour prefere condenar milhares à morte do que perturbar a “paz social”.

Seguindo esta deixa, alguns sindicatos que deveriam estar a dar alguma luta, incluindo o Royal College of Nurses (RCN) — sindicato de enfermeiros — renderam-se por completo.

De facto, o RCN deu completa cobertura ao governo quando o mesmo declarou a intenção de encaminhar estudantes de enfermagem mais cedo para a linha da frente. Estes alunos de enfermagem já pagam 9.000 libras (cerca de 10.000 euros) por ano em propinas para ter o “privilégio” de trabalhar no NHS subfinanciado, mas agora estão a ser pressionados para se juntarem às fileiras mais cedo, durante uma crise sanitária, chantageados com a ameaça do aumento das suas dívidas e de mais anos de treino se se recusarem. Para piorar a situação, é-lhes dito que “terão de concluir todas as avaliações por escrito” depois do abrandamento da pandemia. E tudo isto com o consentimento dos dirigentes sindicais!

Simultaneamente, as burocracias dos sindicatos estão a contribuir para o esforço conjunto de branqueamento desta catástrofe como algo inevitável, como algo com causas puramente naturais e inevitáveis, e não como a catástrofe sanitária e social que realmente é. Todo o discurso da “unidade nacional” permitiu que um sector da burguesia retrate Boris Johnson como “o novo Churchill”, tentando reproduzir o mito que pairou sobre Churchill depois da guerra. A terrível verdade é que Jonhson se assemelha mais ao racista, misógino, anti-operário e vacilante Churchill do que ao mito criado pela classe dominante. Tal como o verdadeiro Churchill, Boris Johnson está a atirar a classe trabalhadora aos lobos, enquanto tenta desesperadamente apaziguar uma burguesia fragmentada que luta com uma das maiores crises na história.

Apesar disso, infelizmente para a burguesia e para as burocracias sindicais, a classe trabalhadora na Inglaterra está a organizar a resposta. Ainda que uma pequena camada seja conquistada pela propaganda da “unidade nacional”, já podemos observar imensos esforços da classe trabalhadora para apoiar e organizar a sua classe, assim como para levantar o véu das mentiras da classe dominante. O escasso e instável apoio ganho pelos Tories nas últimas eleições está a extinguir-se rapidamente, e a ser substituído pela raiva da classe trabalhadora.

Os Tories sabem disso, de tal forma que aprovaram rapidamente legislação de emergência que, assim como medidas sanitárias necessárias como a quarentena e o distanciamento social, incluem medidas anti-trabalhadores, tais como, o fim do rácio seguro de professores-alunos nas escolas e a ratificação do aumento dos poderes da polícia por dois anos, mesmo depois do pico da pandemia. Esta data de validade está orquestrada para conter as revoltas sociais que surgirão depois da pandemia.

Mais ainda, as medidas sociais e sanitárias necessárias deveriam estar a ser organizadas e coordenadas por assembleias democráticas de trabalhadores, incluindo comités de trabalhadores eleitos e responsabilizados em todos os locais de trabalho e comunidades, representantes dos militantes de base dos sindicatos, trabalhadores de saúde e especialistas e membros da comunidade, e não a ser organizadas de uma forma confusa, de cima para baixo, levando ao atraso na aplicação de medidas eficazes.

Reivindicações e a organização dos trabalhadores

Mas entre todos os ataques e toda a propaganda da classe dominante, a classe trabalhadora está a organizar-se e a alcançar vitórias. Greves “selvagens”, walkouts e ameaça de walkout estão a espalhar-se por todo o Reino Unido, desde Londres a outras partes das ilhas. Simultaneamente, confrontados com os atrasos e inutilidade das administrações, os trabalhadores desenvolveram redes de apoio mútuo para apoiar e proteger os idosos e os mais vulneráveis. Algumas destas redes estão a ser ampliadas e tomam a forma embrionária de grupos de acção política. Apesar das tentativas de cooptação por parte de instituições governamentais como as Câmaras Municipais, este é um desenvolvimento revelador durante este período de crise. Simultaneamente, mais de 750.000 pessoas voluntariaram-se para apoiar o NHS. E mesmo que este voluntariado tenha o seus problemas — especialmente porque os patrões vão usá-lo para remediar o NHS e mantê-lo subfinanciado e com salários baixos para os trabalhadores da saúde —, mostra a dimensão da solidariedade da classe trabalhadora e o potencial para construir uma sociedade socialista.

Não obstante a falta de direcção adequada e as limitações impostas pela quarentena e pelo distanciamento social, a classe trabalhadora está a organizar-se e tem necessidade de um programa e reivindicações claras.

Algumas reivindicações-chave para este período, que podem ser alcançadas com a organização dos trabalhadores e sob o controlo da classe trabalhadora são:

  • Fim dos lay-offs, pagamento de salários na totalidade para todos os trabalhadores, subsidiados pelos lucros das empresas e não pelos impostos dos trabalhadores. Os capitalistas que paguem a crise!
  • Reversão de todos os cortes, financiamento adequado e fim da gestão anti-democrática no NHS. Nacionalização de todos os hospitais e empresas de saúde. Controlo democrático do NHS pelos trabalhadores, pacientes e comunidades!
  • Sindicatos, comités, delegados e assembleias em fábricas devem garantir a produção de EPI e encerrar actividades produtivas não-essenciais. O aumento salarial dos trabalhadores essenciais deve ser aprovado: NHS, supermercados, professores, etc., incluindo o pagamento de subsídio de risco de 200%, como um pontapé de saída para a reversão de todos os cortes e ataques às condições de trabalho.
  • Habitação adequada para todos: proibição de todos os despejos, habitação para os sem-abrigo! De uma assentada, Câmaras Municipais por todo o país foram capazes de abrigar todos os sem-abrigos e pessoas vulneráveis nas suas áreas, não por compaixão, mas para parar a propagação para os mais ricos. Isto mostra que a crise da habitação e a condição dos sem-abrigo não são naturais, são uma escolha política da classe dominante. Que termine agora!
  • Fim das leis anti-democráticas de emergência: a validade de 2 anos, determinados poderes tais, como a suspensão do rácio seguro de professor-aluno, são um claro ataque à organização e às condições da classe trabalhadora, tais como o direito à organização e à greve. Todas as medidas sanitárias, como a quarentena e distanciamento social, devem ser acordadas e coordenadas por assembleias de trabalhadores e não pela burguesia. Não vamos pagar por esta crise com as nossas vidas!
  • Pelo controlo público e democrático dos bens essenciais: não podemos deixar os especuladores lucrar com esta crise. Pelo controlo democrático e pela distribuição de bens essenciais organizados pelos trabalhadores e comunidades, não por interesses privados.
  • Nacionalização de todos os bancos e empresas-chave: reversão das PPP, nacionalização de todas as empresas de saúde e farmacêuticas, de todas as empresas de tecnologia, todas sob controlo democrático dos trabalhadores, para que possam ser direcionadas para a resolução desta crise e para as necessidades da sociedade.

 


Notas:

1. Uma das mais antigas e reconhecidas revistas médicas no Reino Unido.

Sindicato de Estudantes

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