O movimento feminista e combativo voltou às ruas neste 8 de março. Fomos milhares em Lisboa, no Porto e por todo o país. As palavras de ordem, escritas em faixas e cartazes, cantadas e gritadas pelas ruas foram contra a violência machista, a LGBTIfobia, o racismo e o fascismo. “Nem uma menos! Vivas nos queremos!”, “A nossa luta é todo o dia! Somos mulheres e não mercadoria!”, “Contra o machismo, racismo e homofobia!”, “Feminismo é revolução!”, “Há aqui anticapitalistas!”, “Somos o grito das que não podem estar aqui!” e dezenas de outras palavras de ordem ouviram-se pelas ruas.

Em Lisboa e no Porto, sentiu-se a disposição combativa entre as cerca de 3.000 pessoas que participaram em cada uma das manifestações, em protestos que se constituíram como um canal para expressar a raiva contra o patriarcado e o capitalismo, assim como uma enorme determinação para lutar por um mundo radicalmente diferente.

As jovens feministas na linha da frente

As jovens feministas marcham na linha da frente da luta contra este sistema podre, e as manifestações da passada terça-feira voltaram a demonstrá-lo.

Contra os esforços de paz social e de unidade nacional do governo, manifestamos a nossa indignação não só contra o machismo asfixiante que sofremos quotidianamente, mas também contra o que esta pandemia significou para todas e todos nós. A juventude condenada ao desemprego e à precariedade, que vive uma catastrófica onda de problemas de saúde mental, foi quem deu mais força a este dia e fez dele um grito de guerra contra um sistema que não tem nada a oferecer-nos a não ser mais pobreza, desemprego, precariedade, doenças mentais e guerras.

Estamos muito conscientes do perigo que representam o PSD, a IL, o Chega e ainda os bandos fascistas que nos ameaçam e agridem. A resposta que demos no dia 8 de março a esses reacionários — que se têm fortalecido tanto nos últimos anos — foi claríssima. É assim que se combate a extrema-direita. O potencial que existe para derrotá-la foi novamente demonstrado. Só é necessário que a esquerda rompa com o programa de unidade nacional e paz social, e adote a política correta de mobilização de massas e luta nas ruas.

É preciso frisar que as manifestações do dia 8 acontecem depois de anos de sucessivas tentativas de domesticar-nos, desmoralizar-nos e até usar-nos para lavar a cara de governos PS que continuam com uma política que nos deixa expostas à violência machista, que prioriza os lucros do grande capital em detrimento das nossas vidas. O silêncio da comunicação social sobre as manifestações de terça-feira faz parte de uma estratégia, de um esforço consciente e metódico para dissolver o nosso movimento. O potencial revolucionário que a juventude feminista mostra, ano após ano, preocupa a burguesia.

E isto vale internacionalmente. Se em Portugal as manifestações tiveram cerca de uma dezena de milhar de manifestantes pelo país e mostraram essencialmente que a chama do feminismo anticapitalista continua acesa, em vários países do mundo foram dezenas e até centenas de milhares a mostrar uma força avassaladora e a abalar o sistema. Paquistão, França, Nigéria, Brasil, México… No Estado espanhol, pela manhã, na greve estudantil convocada pelo Sindicato de Estudiantes e pela Libres y Combativas, as salas de aula esvaziaram-se e mais de 100.000 estudantes participaram nas dezenas de manifestações realizadas em diferentes cidades; pela tarde, centenas de milhares de mulheres inundaram as ruas das principais cidades, numa das ações mais multitudinárias de um movimento que se mostrou verdadeiramente internacional!

Só a luta liberta! Junta-te à Livres e Combativas!

O ânimo e a força que todas e todos sentimos depois de participar nestas mobilizações é incrível. Nós, Livres e Combativas e Esquerda Revolucionária, participamos com toda a energia neste movimento, levantando a bandeira do feminismo de classe, da luta da mulher trabalhadora, a mesma bandeira que levantaram Alexandra Kollontai, Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo e incontáveis outras pioneiras, a esmagadora maioria das quais anónimas. 

O movimento de libertação das mulheres trabalhadoras continua vivo, mais vivo do que nunca, e não se deixará assimilar ou domesticar. Para continuar a lutar, dia após dia, pelo feminismo anticapitalista e revolucionário, convidamos-te a juntares-te à Livres e Combativas, a construir connosco uma organização que seja uma arma nas mãos das milhões de oprimidas e oprimidos, que sirva para esmagar o patriarcado e o capitalismo e para alcançar uma sociedade com a igualdade, a liberdade e o respeito que merecemos.

Viva a luta da mulher trabalhadora! Viva o 8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora! Viva o feminismo revolucionário e anticapitalista!

Junta-te à Livres e Combativas!

Junta-te à Esquerda Revolucionária!

JORNAL DA ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA

Sindicato de Estudantes

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