Não é a primeira vez que Mamadou Ba é atacado pela extrema-direita. As ameaças de morte enviadas por fascistas e racistas, e inclusivamente por polícias, repetem-se desde 2019, quando o ativista condenou publicamente as agressões policiais racistas no bairro da Jamaica, no Seixal.

Além de ameaças de morte, a extrema-direita tem procurado sujar o nome de Mamadou Ba espalhando absurdas acusações de corrupção e mentiras sobre o seu rendimento. Estes ataques não são apenas contra Mamadou Ba, são antes de mais ataques à juventude negra que luta contra o racismo, assim como a toda a classe trabalhadora e aos oprimidos.

O mais recente ataque vem agora na forma de uma petição pública que já recolheu cerca de 15.000 assinaturas exigindo que Mamadou Ba seja expulso do país. O pretexto para esta petição foi mais uma vez uma declaração pública do ativista, desta vez sobre Marcelino da Mata, o militar mais condecorado do exército português.

Sobre Marcelino da Mata, o que há a dizer é simples: foi um fascista e um criminoso de guerra que se gabou de ter cometido tortura e genocídio. As suas declarações sobre massacrar civis, incluindo crianças, são conhecidas. O facto de nunca ter sido punido só demonstra o caráter do atual regime, que protegeu incontáveis criminosos e preservou sempre que possível estruturas, órgãos e instituições do fascismo, ainda que cobrindo-as com um verniz democrático. O SEF, que acolheu uma importante parte dos agentes da polícia política do fascismo, a PIDE/DGS, é um dos mais claros exemplos disto.

Marcelino da Mata merece ser recordado, sim, mas não como herói. Esse assassino merece ser recordado como inimigo declarado de todos os trabalhadores e de todos os oprimidos, como um dos máximos expoentes da violência fascistas e colonialista.

O CDS-PP, partido em profunda crise e já completamente desesperado, juntou-se também ao coro de extrema-direita contra Mamadou Ba. Agora, mais do que nunca, é fundamental que toda a esquerda seja contundente. Não se trata somente de pôr fim a esta campanha da extrema-direita. É necessário igualmente julgar e punir todos os criminosos fascistas que fugiram da Revolução de 1974-75 e foram depois acolhidos pelo Estado português com a conivência de cada novo governo. Mais urgentemente ainda, é necessário sanear o Estado, particularmente as polícias e o aparelho de justiça, de todos os fascistas e racistas.

A luta dos trabalhadores e da juventude contra o fascismo e o racismo jamais será travada por estes ataques da extrema-direita!

Solidariedade com Mamadou Ba e com todas as vítimas de ataques fascistas e racistas!

Não passarão!

 

Sindicato de Estudantes

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